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Larissa Pereira
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Epístolas Extraviadas

agosto 23, 2012

A Mediadora



Hoje resolvi trazer uma série da Meg. Não, não é o diário da princesa. A série é bem menos menininha, digamos. A mediadora é cheia de mistério e adrenalina. Suze, a personagem principal é uma mediadora, ou seja, que são seres humanos paranormais que possuem o dom de ver pessoas já falecidas e tem como dever leva-las sabe-se lá para onde. Aquele lugar onde vão depois que morrem, pra que não fiquem vagando por aqui. Ela ia levando tudo bem até que sua mãe, após casar novamente, revolve se mudar para Carmel, uma cidadezinha na Califórnia. O problema é que a nova casa tem 150 anos e um fantasma maravilhosamente lindo no quarto de Suze. Além de sua escola ter outro século de existência, fantasmas começam a parecer.
E se você acha que é enredo o suficiente, não conhece nossa querida autora. Somado a trama paranormal, Suze ainda se depara com um intrigante mistério sobre a morte de Jesse, o fantasma bonitão pelo qual ela se apaixona. A vida de Suze está longe de ser simples, e ao longo da série novos personagens vão enrolar e desenrolar esse história.
Suzannah, a mediadora, é uma personagem clássica de Meg, forte, auto suficiente e longe das mocinhas convencionais. Por isso, ela encantou milhares de fãs. No youtube é possível encontrar centenas de vídeos amadores produzidos pelos adoradores da série. 
às 2:06 PM Nenhum comentário:
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agosto 15, 2012

Cartas perdidas



Cartas, tantas cartas, inúmeras cartas escrevi pra você. E todas acabaram no mesmo lugar, no fundo falso daquela gaveta da escrivaninha antiga do meu quarto. A coragem de enviá-las me faltou, talvez seja porque fico com receio que saiba de tudo que ainda sinto aqui dentro.
Você agora tem sua vida, eu tenho a minha, nós dois não andamos na mesma estrada. A vida nos separou e talvez seja melhor assim. Mas é inevitável eu não pensar “e se”. E se tudo fosse diferente, e se você ainda me amasse, e se você ainda estivesse aqui...
Vivo assim todos os dias e então no fim deles, depois de um dia estressante, eu me sento à escrivaninha e conto-lhe em cartas jamais mandadas como a minha vida continuou sem você ou como ela sobrevive dia após dia sem você.

Angélica Guedelha
às 1:24 PM 3 comentários:
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agosto 13, 2012

Sorria, você está sendo feliz


É quase absurdo como a tristeza se propaga tão mais facilmente que a felicidade, ela vai como a correnteza, a brisa, fácil fácil. Se eu fosse vocês, queridos, tomariam cuidado. Estamos beirando uma epidemia. Mas não é de tristeza não, pode ficar tranquilo, é de felicidade. Agora você deve estar achando que eu enlouqueci e perdi totalmente a coerência desse texto. Espere um pouco, antes de fechar a aba do navegador, deixe-me explicar. Felicidade virou obrigação, minha, sua, e de todo mundo. Tristeza e coisa de gente que não sabe viver a vida. Com isso, recebemos uma enxurrada de receitas infalíveis da felicidade. Encontre o amor da sua vida, saia com seus amigos, não deixe os problemas te abaterem... isso e aquilo. Quer saber? Eu quero mais é curtir meu choro, minha raiva, minha dor, meu desejo frustrado. Fique você ai com seu sorriso forçado de quem é feliz por imposição. Eu quero que a felicidade me surpreenda, que invada minha casa, como um vendaval, deixe rastros pelo chão e principalmente, não expulse a tristeza. Desculpe felicidade, mas eu gosto dela, apesar dos defeitos, foi ela quem me ensinou tanto. Não posso simplesmente intimá-la a partir. Pois então, eu quero que a alegria e os sorrisos deem a mão a felicidade e que nenhum deles jamais me abandonem. Porque meu queridos, não há felicidade sem tristeza. 

Larissa Pereira
às 5:00 PM 7 comentários:
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julho 30, 2012

Avalon High



Esse livro foi lançado em 2007, com certeza não é o mais recente. No entanto o que nos levou a escolhe-lo é o encanto que ele despertou naqueles que o leram. E não é da boca para fora. Dados comprovados. Cerca de dez amigas leram, e dessas, dez tornaram-se fãs da autora. Entenderam o poder desse livro?
O que não deveria ser algo tão assustador, já que além do talento nato da queridíssima Meg Cabot, a obra tem como base a lenda do Rei Arthur. Pra quem acaba de torcer o nariz por não gostar de histórias velhas e clássicas, ajeite-se na cadeira. O livro passa-se em pleno século XXI, é uma releitura. A escritora traz o clássico para os dias atuais e monta uma história irreverente e cheia de surpresas. As semelhanças que unem a obra arthuriana e essa releitura pode ser observada tanto nos nomes, como nas personalidades e circunstâncias.
Ellie, a personagem principal da história, é filha de professores e acaba de mudar-se para Washington DC, onde seus pais farão pesquisas e todas essas coisas chatas. A vida da nossa mocinha ia bem até essa tal mudança. Na escola nova ela se depara com coisas estranhas e coincidências que ao longo desencadearão em aventuras incríveis. Avalon High, além de título do livro é também nome da nova escola. Essa é a primeira semelhança, já que a cidade onde se passa a história do Rei Arthur chama-se Avalon. É lá, que ela conhece Will, jogador e presidente de turma, que é namorado de Jenifer, a maravilhosamente popular líder de torcida. Típico romance adolescente, a não ser pelo fato de Will e Ellie se apaixonarem a primeira vista, AMBOS. E por incrível que pareça não é uma apaixonite, a autora demonstra muito bem que até mesmo Ellie se assusta com aquele sentimento arrebatador. Tudo piora quando ela começa a se dar conta de que tudo ali parece muito Arthuriano. Qual seria a probabilidade da história se repetir?

O livro possui uma “continuação”, uma série em mangás americanizados, que não contam nada muito além do que o livro em si. As críticas não foram muito boas sobre a tal junção.


Larissa Pereira

Nota: No post sobre a autora Meg Cabot, foi mencionado não haver, no Brasil, a continuação do livro Desaparecidos – Quando cai o Raio. O livro Desaparecidos - Codinome Cassandra foi lançado naquela mesma semana aqui no país. Pedimos desculpas pelo erro. E aos leitores da série, felicidades!



às 3:51 PM 5 comentários:
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Marcadores: Livros

julho 25, 2012

Quando elas te tomam


Outra vez eu passei um tempo sem encarar a tela do computador ou rabiscar o lápis na agenda. Acontece de forma irregular, acordo num belo dia e sem eu perceber as palavras se foram. Há momentos em que elas tentam vir a mim, mas sem sucesso retornam para aquele lugar onde se escondem em dias como esses que se passaram. Mas talvez elas tenham seus motivos. No fundo, elas me dominam muito mais do que eu as domino. Como se elas fossem escapando por entre meus dedos, me mostrando coisas que pareciam absurdas de forma mais clara, por vezes trazendo até soluções. Engraçado como nos sentimos tão donos de nossos pensamentos mas quando um lápis nos vem a mão e encontramos um papel, mesmo que amassado, somos tomadas por uma força maior. No entanto, não aquela cheia de vigor, intensa, ela é mansa e vem sem nem sentirmos, nos encanta pela doçura de sua forma e serenidade. Assim, nos leva onde quer e nos faz escritores de nossas próprias inquietações. Surreal. O poder que parece haver no ritmo das teclas do computador, da naturalidade do deslizar nas folhas. Mágico. Não há nada no mundo, que te faça tão seu, ciente de si, conhecedor do mesmo. Nada como deixar transparecer-se. E é por isso que escrevo.

Larissa Pereira 
às 11:53 AM 6 comentários:
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